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II - Histórico do Município de Alfenas:
Século
XX
"O século XX veio encontrar o regime republicano
completamente consolidado e a antiga Província
de Minas como um dos mais importantes Estados da Federação,
tanto pela superfície, em que figurava como um
dos de maior extensão territorial, fazendo limites
com seis outras unidades federadas, como pela população,
que lhe dava entre elas o primeiro lugar, e ainda pela
destacada atuação de seus filhos na política
nacional". (COSTA, 1997: 29).
Alfenas, nesses "novos tempos", será
"contada" por de Nelson Carvalho de Senna,
que desceu do trem de ferro nos arredores da cidade,
mais propriamente na Estação Alfenas,
nos idos de 1909. Descrevendo a cidade, nos apresenta
alguns símbolos, perpetuando a memória
(oficial) dos tempos na História: do império
e da república, as duas praças principais:
"A cidade tem duas grandes praças principaes
- a Municipal, toda arborisada de magnolias e circundada
de largos passeios de cimento república, e a
da Republica que lhe fica fronteira, em uma distância
approximada de 300 metros ou pouco mais".
"Ligam-se estas duas bellissimas praças
por duas ruas - a do Conego José Carlos, um benemérito
de Alfenas, e a do Commercio."
"As principaes ruas da cidade têm passeios
de cimento de um metro e vinte de largura, mais ou menos."
"A praça da Liberdade que è bellissima,
tem largos passeios de cimento em grande extensão,
podendo-se lamentar a má colocação
que os primitivos habitantes alli fizeram da acanhada
necrópole".
"Nos dois largos e nos quatro arrabaldes se distribuem
as 642 casas, que formam a cidade."
"A quasi totalidade das casas tem os seos quintaes
bem plantados de arvores fructiferas, onde se destacam
as mangueiras."
"Em todos elles há uma intensiva plantação
de cafeeiro, que fornecem um dos melhores, ou talvez,
o melhor café de Minas".
(...)
"Alfenas tem um cafeeiro celebre que em tempos
deu 8 alqueires de café, o que foi consignado
no archivo da municipalidade."
(...)
"Entre as casas, muitas de regular construcção,
há algumas velhissimas, verdadeiramente archaicas,
faceando algumas novas e bonitas".
"É um tom de antiguidade a sombrear o modernismo"
Hoje em dia, depois das intensas transformações
ocorridas no século que então se inaugurava,
observando o cenário, tão detalhadamente
descrito por Sena, nossas palavras a respeito só
podem ser: "É um tom de modernismo a sombrear
a antiguidade, ou melhor, a encobrir a antiguidade".
A transformação do espaço urbano
e a construção de infra-estrutura foram
velozes. Das muitas ruas descritas por aquele visitante,
poucas se podem reconhecer, poucos prédios ainda
subsistiram ao tempo, e ao impulso modernizante que
veio na esteira do regime republicano.
A Igreja Matriz e a Capela de Santa Cruz, a Casa da
Câmara, com o fórum e a cadeia, o Teatro,
o Mercado...
Ainda em 1909:
"A instrucção é ainda ministrada
no Collegio da Sagrada Família, para meninos
(...) e no Instituto Brasil (...) Para meninas há
o Collegio Prado."
"Três médicos, quatro advogados formados,
exercem em Alfenas suas profissões."
"Há quatro farmácias e publicam-se
dous jornaes."
"O pão é bem passavel e os outros
generos de alimentação encontram-se em
abundancia e por preços eguaes e alguns inferiores
aos de outros logares servidos por estradas de ferro."
"A cidade era abastecida por água de cisternas
que se abriam com a profundidade de 150 palmos a mais."
"Presentemente a água é fornecida
por grandes carneiros hydraulicos e suficiente para
as necessidades mais urgentes da população".
"A administração municipal esta desde
muitos annos a cargo do Dr. Gaspar Ferreira Lopes."
"O aspecto geral da cidade é encantador,
cabendo-lhe merecidamente a qualificação,
já muito antiga, de cidade formosa". (SENA,
1909: 180/1).
Na formosa Alfenas acima descrita, na segunda década
do século XX, foi construída uma Capela
em homenagem aos Santos Reis, considerada nos dias de
hoje como a mais antiga capela em homenagem aos reis
magos construída em Minas Gerais. O construtor
foi o Sr. Antonio Julio de Souza Dias, mais conhecido
como Tonico Folia. A primeira missa foi nela celebrada
pelo Padre João Batista Van Roogem em dezembro
de 1917.
A Capela dos Santos Reis ainda está de pé,
e é uma grande referência para a cultura
popular regional. Foi edificada na região outrora
conhecida por Aflitos, composta por moradas rústicas,
cobertas de sapé. O local foi pouco a pouco se
expandindo em torno da capelinha, moldando o atual bairro,
já incorporado ao perímetro urbano, conhecido
como Bairro Santos Reis .
Para Alfenas, o raiar do século XX trouxe consigo
grandes avanços em relação aos
transportes e às comunicações:
ainda na primeira década houve a integração
do município à Rede Ferroviária
Sul Mineira, através da construção
de um ramal e de uma Estação Ferroviária
; na mesma década, inauguram-se os serviços
de telefonia: "Deve-se ao Sr. Coronel Manoel Jacintho
Pereira a construcção da linha telephonica
da cidade à estação de Alfenas
(6 kiloms.) na E. de F. Muzambinho. (...) A linha telephonica
de Alfenas a Machado foi construída por empreza
particular do sr. Marcial Junior, medico; e a construcção
da rede entre a cidade de Alfenas e os districtos foi
pela lei n. 95 de 25 de agosto de 1907, que concedeo
a Gabriel Jacintho Pereira o privilegio para construcção,
uso e goso de linhas telephonicas, naquelle mun."(SENNA,
1909: 182).
O município era servido pela E. F. Rede Sul Mineira,
com as seguintes estações: Alfenas (na
sede), Fama, Gaspar Lopes, Harmonia e Areado (FRADE,
1917: 86). A Estação Ferroviária,
que contava com um barracão e com um prédio
projetado por Paulo Frontim, localizava-se na atual
Praça Amália Engel .
A partir de 1914, duas linhas de navegação
fluvial estavam integradas à rede ferroviária:
a Navegação Fluvial do Rio Sapucaí
e a Viação Fluvial do Rio Sapucaí.
Ambas serviam os municípios de Alfenas, Dôres
da Boa Esperança, Campos Gerais, Carmo do Rio
Claro e parte de Guapé, ligando o porto de Fama
(que então era distrito de Paraguaçu)
ao Porto Carrito e Porto Belo, em Carmo do Rio Claro.
Elas estavam "encravadas" entre a Sul e a
Oeste de Minas. Elas faziam, em dias diferentes, a ligação
dos portos indicados (LIMA, 1934: p.213). Grandes embarcações,
com capacidade para 20 passageiros e 30 mil toneladas
de cargas, tinham itinerários definidos e horários
regulares. Levavam sal, rapadura, queijo, manteiga e
outros mantimentos, conforme as encomendas entre os
comerciantes da região.
De 1933 a 1940, extinta a Navegação Fluvial
do Sapucahy, persistiram 3 vapores, da Empresa de Navegação
Sapucahy, a cobrir um trecho que ia de Fama até
Carmo do Rio Claro. Os portos eram os seguintes: Fama,
Amoras, Cabo Verde, Barranco Alto, Azevedo, Correnteza,
Águas Verdes, Prado Leite, Ponte, Tromba e finalmente
Carrito, já no município e Carmo do Rio
Claro.
No início do século XX, ao município
pertenciam os seguintes povoados: Bárbaras, Esteves,
Gaspar Lopes (estação de trem), Harmonia
(estação de trem), Paiva, Rochas, Vianna.
Em 1917 a cidade tinha 6000 habitantes, distribuídos
em 929 casas. As principais lavouras eram a de café,
cereais e cana. As principais indústrias de laticínios
e pastoril; comércio de gado vaccum e suíno,
as principais fábricas eram de manteiga, macarrão
e arreios. Exportava toucinho, café, queijo,
manteiga e cereais. Importava fazendas, armarinho, calçados,
ferragens, etc. (FRADE, 1917: 85).
Faziam parte do território de Alfenas, alem da
sede e os povoados, os seguintes distritos:
1) Fama: criado em 30 de agosto de 1911 (lei n°.
556) e instalado em 5 de maio de 1912. Tinha 1500 habitantes
e 300 casas.
2) Serrania: também criado em 30 de agosto de
1911 (lei n°. 556) e, em 1917 ainda não havia
sido instalado. Tinha 250 casas.
3) São João do Barranco Alto: criado em
24 de dezembro de 1874 (lei n°. 2087). Tinha 1200
habitantes e 360 casas. A este distrito pertenciam os
povoados de Boa Vista, Cavaco e São Bartolomeu.
4) São Joaquim da Serra Negra: criado em 1850
(lei n°. 472) e pertencia ao município de
Caldas, tendo sido transferido para o de Alfenas em
1860 (lei n°. 1090). A população era
de 1600 habitantes e 600 casas.
Nessa época, a divisão territorial do
município havia sofrido algumas alterações,
como se percebe se compararmos esta relação
com outra, apresentada oito anos antes, datados de 1909,
quando o município de Alfenas era compreendido
por seis distritos: São José e Nossa Senhora
das Dores de Alfenas, S. Joaquim da Serra Negra, Nossa
Senhora da Conceição da Boa Vista, Água
Limpa, São João do Retiro do Barranco
Alto e S. Sebastião do Areado (SENNA, 1909: 179).
"Dos extensos territórios de Alfenas d'outrora,
saíram os municípios de Machado (1880),
Poços de Caldas (1890), Areado, Andradas e Campestre
(1911), Paraguassú e Gimirim (1923)."
(...)
" O decreto-lei n. 148 de 17 de dezembro de 1938,
desligou de seu território os distritos de S.
Joaquim da Serra Negra e Serrania, dando-lhes autonomia"
(MATZNER, 1950: 89).
Quanto à urbanização, em 1950,
"o aspecto da cidade, com sua topografia plana,
é o de uma cidade moderna, com avenidas e ruas
largas, grande parte calçada com paralelepípedos
e o seu traçado obedeceu a acurados estudos,
formando quadriláteros, hoje adotados por urbanistas
de renome".( MATZNER, 1950: 90).
A transformação, em relação
à descrição feita por Sena 41 anos,
antes é grande. Novas edificações
compõem o moderno cenário: o prédio
da Prefeitura, o moderníssimo Cine Teatro Alfenas,
a Escola de Odontologia e Farmácia, o Grupo Escolar
Coronel José Bento, o Prédio do Clube
XV de Novembro ... as praças mudaram de nome...
os habitantes se renovavam ...
"O sempre crescente número de estudantes
de ambos os sexos que, preferindo o clima salubérrimo
de Alfenas a outros centros, aqui afluem constantemente
, fazendo de Alfenas uma cidade quase universitária:
cabe o mérito desse privilégio a um seu
filho de coração, o Dr. João Leão
de Faria, o qual aqui veio residir desde a tenra meninez,
fundando o então Ginásio S. José
de Alfenas, a Escola de Farmácia e Odontologia
de Alfenas e a Escola de Comércio" ( MATZNER,
1950: 91).
Além disso, outras realizações
projetavam a cidade, e intencionavam aumentar seu crescimento:
"merecendo especial atenção do Sr.
Prefeito a questão do ensino, terminando as obras
do Grupo Escolar "Cel. José Bento",
instalando várias escolas municipais e reaparelhando
as existentes; construção de novas rodovias
e reconstrução das que existiam, colocando
numerosos mata-burros de cimento, construindo diversas
pontes, das quais é a ponte da Barra a maior,
com 55 quilômetros de vão; (...) isenção
de impostos para novas indústrias que se transferirem
para Alfenas ou se estabelecerem; (...) isenção
de impostos para os proprietários humildes, que
apenas possuam um casebre, de sua morada; subvencionou
Institutos de Ensino, Assistência Dentária
e o Aéreo Clube, etc." ( MATZNER, 1950:
92/3).
O município contava 134 estabelecimentos comerciais
e 390 industriais; 1.215 propriedades rurais, com medidas
variando entre 20 e mais de 1.000 hectares, quanto menores,
maiores em número; 8 bancos; 1 escola de nível
superior; 2 de nível secundário; 1 de
ensino profissionalizante; ensino primário: 17
escolas federais supletivas e 2 grupos escolares; 24
escolas municipais rurais; 1 hospital, a Casa de Caridade
N. Sra. do Perpétuo Socorro de Alfenas; 1 laboratório
de análises clínicas; 2 campos de aviação,
com dois vôos semanais para Belo Horizonte; 6
farmácias, 3 hotéis, 1 estação
de rádio (ZYC-8, Rádio Cultura de Alfenas,
1 estação de Serviço Rádio-Telegráfico
de Minas Gerais; 3 postos de gasolina, com oficinas
de conserto; 6 empresas de transporte rodoviário
com horários regulares para Gaspar Lopes, Poços
de Caldas, Divisa Nova, Botelhos, Paraguaçu,
Passos, Guaxupé, Movimento, Muzambinho, Machado,
Serrania, Varginha, Carmo do Rio Claro, transporte ferroviário,
com horários regulares para Machado e Gaspar
Lopes; vários profissionais liberais atuando
(dentistas, engenheiros, advogados, médicos)
(MATZNER, 1950: 93/7).
Apesar do grande número de escolas, a percentagem
de pessoas que sabiam ler e escrever, na data de realização
do censo de 1950 era de apenas 51% (IBGE, 1958: 56).
Até 1967, o abastecimento de energia elétrica
era feito através de 16 pequenas usinas localizadas
nos afluentes do Rio Sapucaí, que formavam a
Companhia Sul Mineira de Eletricidade, que abastecia
87 localidades. A energia não era suficiente
e os blecautes eram bastante comuns.
Na região, a década de 1960 representa
um grande marco. Nessa época, sob a égide
de grandes idéias desenvolvimentistas, a região
passa por transformações radicais. O então
Presidente da República Juscelino Kubitscheck,
fiel ao seu binômio Energia e Transporte, determinou
a construção da Hidrelétrica de
Furnas, que viria a sanar um grande déficit de
energia no país. Como conseqüência
imediata, a transformação irreversível
da paisagem e a desativação definitiva
do transporte ferroviário: os trilhos por onde
corriam os trens de ferro ficaram sob as águas
da represa.
Também as atividades agropastoris sofreram fortes
impactos: as várzeas dos rios eram destinadas
à plantação de arroz (1.800 ha);
o milho ocupava 990 ha, o feijão 348 ha e o café,
ocupando a maior área cultivada, com 2.333 ha.
A pecuária era compreendida pelos seguintes rebanhos:
asininos, bovinos, caprinos, eqüinos, muares, ovinos
e suínos. Desses rebanhos, principalmente o suíno
e o bovino eram exportados para o Rio de Janeiro e São
Paulo (IBGE, 1958: 54).
Furnas inundou 1440 km. do sul de Minas Gerais. Em 1961
fecharam-se suas comportas para o enchimento do reservatório
de água e, dois anos depois, em 1963, começou
a operar. Nesse período, do município
de Alfenas, foram submersos os distritos de Barranco
Alto e Fama. O transporte ferroviário foi desativado,
pois os trilhos por onde passavam os trens de ferro
ficaram sob as águas.
Por muitos anos Furnas foi considerada a maior hidrelétrica
da América do Sul. E hoje abastece os estados
de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Em 1992, a região servida pela energia gerada
em Furnas abrangia cerca de 500 municípios.
A represa gerou crescimento urbano com a chegada dos
migrantes das áreas alagadas, atraindo também
iniciativas e investimentos na área do turismo
(embora este não seja aproveitado em todo o seu
potencial), serviços, etc... Ao mesmo tempo em
que trouxe progresso, fez desaparecer paisagens, acabou
com a piracema e submergiu cenários que atualmente
só existem na memória das pessoas que
viveram nas localidades que foram alagadas.
Nos tempos da Companhia Sul Mineira de Eletricidade,
a energia não era suficiente, mas as pequenas
usinas não causavam impacto ambiental, como Furnas.
As cidades, entre elas Alfenas, prejudicadas pela construção
do lago de Furnas recebem, anualmente, royalties da
água, como forma de indenização
.
Da época anterior a Furnas, restam alguns registros
na memória: em instantâneos fotográficos,
em textos descritivos ou em documentos e na mente das
pessoas mais velhas, que se serviam das embarcações
que navegavam no Sapucaí e dos trens: desse tempo,
se lembram com melancolia.
A despeito de toda transformação e da
rapidez com que elas operaram ou foram operadas no último
século, algumas coisas permanecem, nem sempre
intactas, porém vigorosas. Tratam-se de manifestações
culturais, de caráter intangível, que
depende, única e exclusivamente da tradição
cultural aqui cultivada. Nos anos 50 o povo do município,
por tradição, festejava São Sebastião,
São José e Nossa Senhora Aparecida. "Em
outubro, durante a festa de Nossa Senhora do Rosário,
consituem grande atração para visitantes
de localidades próximas as Congadas que se realizam"
(IBGE, 1958: 56).
Nos dias de hoje estas e outras tradições
ainda resistem, e se recriam sob os novos tempos. Ainda
existem no município de Alfenas ternos de Congos,
grupos de Pastorinhas, Dança de São Gonçalo,
Bumba-meu-boi e Folias de Reis e o Carnaval . Manifestações
que convivem com as festas dos estudantes de Alfenas,
que não raro merecem maior destaque na mídia
do que as primeiras.
Os negros foram (e ainda o são) importantes figuras
na manutenção deste patrimônio cultural
representado pelas festas e folguedos populares. Hoje
compõem grupos que, já "misturados"
aos brancos, quer seja pela miscigenação
racial, quer seja pela convivência social, são
expressivos mantenedores da cultura popular na região,
conservando costumes de origem africana como as congadas
e, além deles, o folclore de origem lusitana,
como as pastorinhas e as folias de reis. Para o estudo
da cultura popular em Alfenas, o contato com a população
negra certamente oferece um rico filão para a
compreensão da formação, ou a (re)
criação da identidade local.
À guisa de conclusão, vale dizer que para
melhor compreendermos o processo de ocupação
do município e sua inserção em
esferas maiores (regional, estadual, federal, global)
uma ampla e minuciosa pesquisa deverá ser realizada
através da investigação de arquivos
eclesiásticos de Alfenas e outras localidades,
arquivos da administração pública
e do poder judiciário; em obras de viajantes;
em estudos arqueológicos, inclusive com escavações,
talvez os únicos registros existentes sobre os
primeiros habitantes da região; e finalmente
com a população atual, principalmente
os mais velhos, sem dúvida, grandes depositários
de saber sobre a história local.
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