Equipe da SMEC visita a Hidrelétrica de Furnas e o Museu do índio

Publicado em 20 de outubro de 2018

Essas ações fazem parte do processo e irío compor o documentário para o tombamento da Ponte das Amoras

A equipe da SMEC é Secretaria de Educação e Cultura de Alfenas e técnicos da empresa de Consultoria Triângulo Cultural visitaram nesta quarta-feira, 17 de outubro, o Museu do índio, em Carmo do Rio Claro e a Hidrelétrica de Furnas Centrais Elétricas de Minas Gerais, na cidade de Sío José da Barra (MG). O motivo desta visita técnica foi conhecer estes locais na busca de documentos, imagens e relatos sobre a construção da Ponte das Amoras. O evento foi gravado pelo cineasta Bruno Souza, e agora, fará parte do documentário que está sendo produzido para ser lançado em 2019.

Em Carmo do Rio Claro, a equipe entrevistou o senhor Antônio Adauto Leite, com seus 92 anos de pura lucidez que descreveu sobre a chegada das águas no Lago de Furnas, e relatou os inúmeros danos e impactos da inundação provocados pela barragem da Usina Hidrelétrica nas cidades e regiío, reafirmando a falta de apoio, na época, da empresa estatal. Ele dedicou sua vida recolhendo e catalogando peças indígenas na região, e hoje, graça ao seu desempenho e dedicação criou o MAURI é Museu de Arqueologia Indígena, que leva seu nome em forma de homenagem. Na entrevista narrou também sobre as inúmeras passagens e personagens que ajudaram na construção do Lago de Furnas.

Entre os municípios de Sío José da Barra e Sío Joío Batista do Glória fica localizada a Hidrelétrica de Furnas, e sua construção iniciou em julho de 1958, tendo a primeira unidade entrado em operação em setembro de 1963 e a sexta, em julho de 1965, o grupo visitou todas as instalações da usina, acompanhado por técnicos da estatal que apresentaram documentos e um vídeo sobre a construção do Lago de Furnas. Todo material colhido nestas visitas técnicas fará parte do dossiê, que vai compor o documentário final produzido pela Triângulo Cultural. Outras visitas técnicas e mais entrevistas serío feitas ao longo do processo para obter mais informações sobre a construção da Ponte das Amoras, e vários órgíos já estío sendo notificados para se posicionar a respeito da abertura do procedimento de tombamento, detalhou Guilherme Abraío, Superintendente de Cultura do município.

Para Guilherme Abraão, autor do pedido de tombamento da Ponte das Amoras, as visitas foram extremamente produtivas e irío auxiliar ainda mais esse processo. Destaca ainda, que toda região deveria visitar e conhecer mais o “Museu do índio”, a riqueza do seu acervo, e nele encontramos peças e elementos de nossos ancestrais. “Sabemos da luta diária para se manter um museu, pois criar e manter um equipamento como aquele não é tão simples. Temos sim, que valorizar e agradecer muito ao senhor Antônio Adauto e sua filha Suzana, que dío a vida para cuidar do museu”, afirmou Guilherme.

O que é um tombamento?

O tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder Público com o objetivo de preservar, por intermédio da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados. O tombamento é a primeira ação a ser tomada para a preservação dos bens culturais, na medida em que impede legalmente a sua destruição. No caso de bens culturais, preservar nío só a memória coletiva, mas todos os esforços e recursos já investidos para sua construção. A preservação somente se torna visível para todos quando um bem cultural se encontra em bom estado de conservação, propiciando sua plena utilização.

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