Série de eventos vai apresentar as demandas futuras e as interfaces com a disponibilidade hí­drica da bacia do rio Grande

Publicado em 1 de agosto de 2017

Começa no dia 1º de agosto a primeira rodada de seminários regionais do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Grande (PIRH Grande).

A iniciativa da Agência Nacional de águas (ANA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande (CBH Grande) promoverá 13 encontros em municípios das bacias afluentes, entre os dias 1º e 14 de agosto.

Os encontros em Sío Paulo acontecerío em Ribeirío Preto, Barretos, Sío José do Rio Preto, Franca e Campos do Jordío. Em Minas Gerais, os seminários serío realizados em diferentes datas nas cidades de Uberaba, Passos, Sío Joío Del Rei, Lavras, Cambuí, Alfenas, Três Corações e Andradas.

Durante os seminários serío apresentados o Prognóstico e o Plano de Ações do PIRH-Grande, documentos que apontam objetivos e metas de quantidade e qualidade das águas, levando em consideração as atuais e futuras demandas.

Esses dois documentos compõem o plano de recursos hídricos da bacia hidrográfica e foram elaborados a partir de um amplo diagnóstico em que foram evidenciados os conflitos e problemas relacionados ao uso, à demanda e à disponibilidade hídrica em toda a área da bacia.

Dentre os principais conflitos identificados no diagnóstico podem ser citados: a degradação da qualidade da água, provocada pelas atividades industriais, minerárias, pelo lançamento de esgoto e mau uso do solo; erosío acentuada em toda a bacia; riscos de inundação; manejo inadequado do solo; escassez de pontos de monitoramento; e perdas no abastecimento de água em quase toda a extensío da bacia hidrográfica.

O Prognóstico do PIRH-Grande estimou quatro cenários para o uso das águas na bacia hidrográfica, a partir de critérios como o balanço hídrico, a identificação de áreas de conflito atuais e de potenciais conflitos futuros.

Com base nos cenários propostos, o Plano de Ações pretende alcançar e manter a sustentabilidade hídrica e socioambiental da bacia e a sustentabilidade operacional do PIRH-Grande a partir de três componentes estratégicos, a saber: Instrumento de Gestío de Recursos Hídricos; Conservação dos Recursos Hídricos; e Governança.

Mais informações sobre os seminários regionais do PIRH-Grande podem ser obtidas pelo telefone (51) 3211-3944 ou (31) 99671 0647.

Caracterização da bacia do rio Grande

A bacia do rio Grande está localizada na bacia do rio Paraná, ocupando uma área de 143.437km², situada entre os estados de Sío Paulo (40% da área da bacia) e de Minas Gerais (60% da área). O rio Grande tem extensío de 1.286 km, sendo o limite natural entre os estados de Sío Paulo e de Minas Gerais até a sua foz, quando forma o rio Paraná ao confluir com o rio Paranaíba.

Os principais afluentes do rio Grande sío os rios Sapucaí, Pardo, Turvo, Verde, Capivari, Sapucaí-Mirim e Mogi Guaçu, pela margem esquerda; e os rios Jacaré, Santana, Pouso Alegre, Uberaba, Verde (ou Feio) e o rio das Mortes, pela margem direita. 36,2% dos corpos hídricos superficiais da bacia estío sob domínio do estado de Sío Paulo, 51,4% sob domínio do estado de Minas Gerais e 12,4% sob custódia da Uniío.

A bacia do rio Grande está subdividida em 14 Unidades de Gestío Hídrica (UGHs). Em Sío Paulo, as seis UGHs afluentes ao rio Grande sío conhecidas por Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHIs); e em Minas Gerais, as oito UGHs afluentes sío chamadas de Unidades de Planejamento e Gestío de Recursos Hídricos (UPGRHs), codificadas como “GDs”, por serem contribuintes do rio Grande.

A bacia como um todo apresenta um total de 393 municípios: 179 em Sío Paulo e 214 em Minas Gerais. Destacam-se por sua polarização urbano-regional os municípios da rede de influência de Ribeirío Preto, Sío José do Rio Preto, Campos do Jordío, Franca e Mogi Guaçu, em Sío Paulo; e de Uberaba, Capitólio, Alfenas, Lavras, Itajubá e Sío Joío Del Rei, em Minas Gerais.

Fonte: Assessoria de Imprensa PIRH-Grande

0 Comentários

Deixe o seu comentário!